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O que é Câncer de Mama?

 

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Introdução

O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum nas mulheres (com exceção dos tumores de pele) e a segunda causa de morte por câncer em mulheres, vindo após o câncer de pulmão. Os homens também podem desenvolver cancer de mama, porém é raro, constituindo menos de 1% dos casos de câncer de mama. Se diagnosticado em fases iniciais, o câncer de mama tem ótimas chances de cura, com uma sobrevida de 5 anos de 97%. Mesmo quando o diagnóstico não é tão precoce, novas terapia tem possibilitado muitas mulheres viver com a doença e apresentar ema boa qualidade de vida.

O seio ou mama é composto principalmente de tecido gorduroso. Dentro da gordura existe uma rede de lobos, os quais são compostos por muitos pequenos lóbulos que contém glândulas produtoras de leite. Pequenos ductos ligam as glândulas, lóbulos e lobos e levam o leite para o mamilo localizado no centro da aréola. Vasos sanguíneos e linfáticos percorrem toda a mama para nutrir as células e drenar seus resíduos.

Perto de 90% de todos os tumores de mama ocorrem nos ductos ou lobos, com quase 75% deles, se iniciando na camada de células dos ductos lactíferos. Estes tumores são denominados carcinoma ductal. Tumores que aparecem nos lobos são chamados de carcinoma lobular e são mais propensos a aparecer nas duas mamas.

Se a doença se espalha do local de origem, é chamado de carcinoma ductal ou lobular invasivo ou infiltrativo. Se a doença não se espalhou ela é chamada de carcinoma (ductal ou lobular) in situ. A evolução da doença in situ, assim como seu tratamento varia dependendo do local de origem. Atualmente os oncologistas recomendam que o carcinoma ductal in situ, seja cirurgicamente removida para prevenir a progressão para doença invasiva.

Outros tumores de mama menos comuns incluem tumores medulares (responsáveis por 5% dos tumores de mama), mucinosos, tubulares, papilares ou inflamatórios. A doença de Paget é um tipo de câncer que se inicia no mamilo.

Os tumores de mama crescem em velocidades diferentes, mas alguns oncologistas estimam que o tumor dobra de tamanho a cada 100 dias. Como o câncer se inicia de uma célula anormal, com esta velocidade de crescimento ela não se torna palpável durante vários anos. A mamografia pode achar tumores que não são palpáveis, mas mesmo assim, os tumores provavelmente estavam em crescimento muitos anos antes de estarem visíveis à mamografia.

...Incidência... No Estados Unidos o Cancer de mama é a segunda causa de morte entre as mulheres. Em 2003, estima-se que mais de 210 mil mulheres terão o diagnóstico de câncer de mama e perto de 40 mil mulheres morrerão da doença. Entre os homens, estima-se que 1.300 serão diagnosticados com cancer de mama.

No nosso país o câncer de mama é câncer que mais causa mortes entre as mulheres. Mais de 8 mil mortes por este câncer foram registrados em 1999. Estima-se que neste ano, mais de 35 mil casos novos sejam diagnosticados. Somente no estado de São Paulo, por ano, estima-se a ocorrência de 11 mil casos novos.

Fatores de risco Muitas mulheres que acabam desenvolvendo o cancer de mama não apresenta fatores de risco, porém os estudos científicos mostraram que existem alguns fatores que aumentam a chance de aparecimento da doença:

Idade. O risco aumenta conforme a mulher envelhece. A maioria dos tumores de mama aparecem em mulheres acima de 50 anos.

História pessoal ou familiar de câncer de mama. Mulheres que já tiverem cancer de mama têm mais chances de desenvolver câncer no outro seio também. E Mulheres que tenham parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) diagnosticadas com câncer de mama têm o risco aumentado. Este risco se eleva ainda mais se tiver mais de um parente com cancer de mama.

Longa história menstrual. Mulheres que iniciaram a menstruação antes dos 12 anos ou tiveram menopausa após os 55 possuem maior risco.

Não ter engravidado ou ter engravidado tardiamente. Mulheres que engravidaram pela primeira vez após os 35 anos ou que não tiveram nenhuma gestação possuem maior risco. Acredita-se que a gestação obriga as glândulas mamárias a se maturarem, ao se prepararem para produzir leite.

Obesidade. A gordura secreta hormônio feminino, aumentando o risco de aparecimento de câncer de mama.

Mutações genéticas. Algumas mutações genéticas (BRCA1 ou BRCA2) estão associadas com um risco aumentado para câncer de mama. Testes para identificar estas mutações já existem mais não são recomendadas de rotina, somente sendo usadas em casos apropriados.

Doença benigna da mama. A hiperplasia atípica, uma condição anormal, mas não cancerosa é um fator de risco.

Uso de hormônios exógenos (anticoncepcionais e reposição hormonal). Estudos recentes mostraram que estes hormônios podem estar associados com um aumento de risco significativo para o câncer de mama.

Prevenção Ainda não existem maneiras de prevenir o câncer de mama. Mas o que faz muita diferença na sobrevivência contra a doença é a detecção precoce, através do auto-exame, exame clínico e mamografia.

Sinais de alerta Muitos tumores de mama não dão qualquer sintoma. É importante a mulher estar familiarizada com a aparência, sensações, formas e texturas de suas próprias mamas para detectar qualquer alteração. A mulher deve procurar por alterações da coloração, superfície ou textura na pele da mama, ou do mamilo; descarga (saída de secreção) através do mamilo e aparecimento de nódulos novos. Se tiver dor persistente, apresar de não ser um sintoma relacionada ao câncer, ela deve procurar o médico.

Diagnóstico precoce Existe a recomendação para a população normal de que após os 20 anos a mulher deve fazer o auto-exame de mama todo mês e ser examinada pelo médico pelo menos a cada 3 anos. Após os 40, ela deve ser examinada pelo médico anualmente, continuar com o auto-exame mensal e fazer uma mamografia por ano. O ultra-som de mama pode ser pedido pelo médico para ajudar a avaliar qualquer nodulação anormal. As recomendações mudam se houver fatores de risco associados.

Após a avaliação médica, se há a suspeita de câncer, será pedida a biópsia, que é a retirada de uma amostra de tecido da área suspeita para exame microscópico.

 

Existem vários tipos de biópsias:

Biópsia por agulha fina ou por aspiração, que usa uma agulha fina.

Biópsia por agulha fina estereotáxica, que combina radio-x e avaliação do computador para localizar com precisão a área a ser biopsiada.

Biópsia cirúrgica, que tira maiores quantidades de tecido e pode se retirar parte do nódulo (biópsia incisional) ou todo o nódulo (biópsia excisional).


A avaliação microscópica do material (anatomopatológico) é que confirma se é câncer ou não.

Estadiamento:

Para o estadiamento podem ser pedidos os exames como:

Raio-X de tórax

Cintilo grafia óssea

Tomografia de tórax e abdômen

Receptor de estrógeno e progesterona no tecido tumoral (retirado na biópsia), para avaliar possibilidade de hormonioterapia.

Avaliação de HER-2 no tecido retirado, que ajuda a decidir por diferentes tratamentos.
 

Estágio da doença


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